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Uma pedra no sapato

O filho daquele está dando dor de cabeça, é um calo, uma pedra no sapato.

Eli era sacerdote em Israel. Seus filhos não seguiram o seu caminho; cometiam imoralidades, roubavam a oferta da Casa do Senhor, e seu pai sabendo de tudo, não os repreendia, mas apenas dizia: “O que é isso que vocês estão fazendo? O que é isso que eu ouço as pessoas dizerem? Não é bom fazer isso.” E eles continuavam a sair com a mulherada e a roubar ofertas. Até que um dia Deus falou para Eli: “Você honra mais a seus filhos que a mim. Vou tirar seus filhos de você. E para que você saiba que é verdade, vou tirar os dois num mesmo dia.” E assim foi. Aconteceu uma guerra em os dois filhos de Eli foram mortos, e a arca da aliança foi levada pelos inimigos. Quando o sacerdote ouviu a notícia, estava sentado em uma cadeira; caiu para trás e quebrou o pescoço. Morreu.

Assim também muitos pastores nos dias de hoje. Colocam seus filhos em posição de destaque, geralmente no altar, e os filhos não têm a mínima condição, mas os pais insistem nisso. Como os filhos não têm comprometimento com Deus (Deus tem filhos, não tem netos), fazem a obra de qualquer jeito, aliás, alguns roubam a obra, a oferta do povo, vivem na prostituição, etc. E seus pais sabem disso, e à semelhança de Eli, não os repreende. Colocam seus filhos para administrarem uma igreja, sendo que teria outros melhores que eles, mas como são filhos do sumo sacerdote… São como um jabuti, uma tartaruga em cima de uma árvore. Tartaruga sobe em árvore? Então, se há uma tartaruga na árvore, é porque alguém a colocou ali, não subiu sozinha. E alguns pastores têm colocado seus filhos “em cima da árvore”. Não subiram por mérito, ou por Deus, como muitos querem se justificar. E todos veem isso. É notório. Ninguém vê a unção (nem de longe) que há no pai ou na mãe. A igreja não cresce, fica estagnada. E não poucas vezes, começa regredir. E pode ver: aquele que é o braço direito do pastor, está dando fruto, está avançando, enquanto que o filho daquele está dando dor de cabeça, é um calo, uma pedra no sapato. Sabe aquele calo que a pessoa tem no dedinho do pé, que incomoda todo corpo, que faz a pessoa andar mais devagar? Pois é, o calo está no corpo, mas não faz parte do corpo, tanto é que a pessoa não vê a hora de se livrar do calo. A mesma coisa na obra de Deus, tem gente que está no corpo mas não faz parte do corpo, e o corpo sofre com aquele calo, e não vê a hora de se livrar desse incômodo para poder andar livremente, correr. Mas quem administra o corpo insiste em deixar o calo… O que é mais fácil e inteligente, mudar o piano de cauda de lugar, ou mudar o banquinho? Mas muita gente insiste em mudar o piano de cauda. Insiste em sacrificar todo o corpo em detrimento do calo; sacrificar a obra de Deus por causa dos filhos, fazendo com que a igreja fique paralisada. Deus tinha uma contenda contra Eli, porque este, sabendo que seus filhos eram abomináveis, não os repreendia. Hoje não é muito diferente. Deus, o Senhor, continua sendo o mesmo. Os sacerdotes só mudaram de nome.

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