
Verdade é, que foi dada uma ordem, uma incumbência: pregar o Evangelho à toda criatura; fazer discípulos. Mas será que está sendo feito isso, ou apenas multiplicando igrejas, templos, denominações? Muitos diriam que é necessário um aumento de igrejas para alcançar um número maior de pessoas. Por que então, não colocam igrejas em lugares ermos, onde as pessoas têm menos condições? Veja bem: pregar o Evangelho à toda criatura, mas só querem colocar igreja uma ao lado da outra, de maneira que há uma saturação, enquanto que em alguns lugares nem uma igrejinha há. Pastores não querem ir para o meio do mato evangelizar, abrir novos trabalhos, só querem estar nos grandes centros, próximo a shoppings, lugares, igrejas onde eles possam ser vistos, como numa vitrine, serem conhecidos e reconhecidos, serem como estrelas no céu, que todos veem, e admiram. Muitos pastores/denominação conseguem atrair pessoas, e ponto. Depois não cuidam mais delas, (procura conhecer o estado de suas ovelhas – Provérbios 27:23), uma das razões porque existe tanta gente desviada, sem rumo, até conhecedoras do Evangelho, mas como barco à deriva; sem leme; passaram por igrejas, foram convidadas, depois largadas, sem instrução alguma, Estavam na igreja apenas de corpo presente. Iam, davam suas ofertas, apresentavam seus dízimos, cantavam movidas pela emoção do momento, oravam… tudo no automático, e por não haver profecia (palavra), se desviava – “não havendo profecia o povo se corrompe. Também como haveria palavra, se o próprio pastor não tinha o que dar ( só se dá o que se tem)? Jeremias já dizia: “porque os pastores se embruteceram, e não buscaram ao Senhor; por isso não prosperaram, e todos os seus rebanhos se desgarraram.” Pois é isso: os pastores se tornaram insensíveis à voz de Deus, não tinham o que dar, e o povo tem se espalhado sem rumo; ficando inclusive avesso ao Evangelho.
Querem ser conhecidos e reconhecidos como estrelas no céu, que todos veem e admiram. Mas são estrelas cadentes.